
| Crítica Negativa |
| Harry Potter e a Câmara Secreta |
| Por: Rubens Ewald Filho |
Os críticos americanos
têm razão: este segundo filme de Harry
Potter é um pouco melhor que o primeiro.
Um pouquinho. Talvez seja porque já nos
acostumamos com os personagens e não haja
necessidade de apresentá-los; talvez porque
os atores já estão mais entrosados
e à vontade (em particular o trio central,
que está especialmente bem); ou talvez porque
não haja tanta expectativa.
De qualquer forma, já se sabe que o diretor
Chris Columbus, apesar de ter confirmada sua mediocridade,
fez um trabalho adequado, garantindo a franquia
pelos próximos anos (embora seja uma boa
idéia trazer o mexicano Alfonso Cuarón,
de ''E Sua Mãe Também'', para realizar
o próximo capítulo - qualquer dose
de energia e novidade será bem vinda). Até porque
a paixão dos pré-adolescentes (em
particular meninas) pelos livros e personagens
não arrefeceu.
O fato é que já sem expectativa o filme me divertiu (mesmo com sua longa metragem, duas horas e quarenta e poucos minutos). E não vejo porque não vai repetir o sucesso. Embora seja curioso, porque em geral este segundo livro é considerado o mais fraco da série até agora (reclamam muito da inação de Harry, que só ao final toma uma atitude).
Parece inútil fazer um resumo deste capítulo, mas de qualquer forma todos os personagens do primeiro retornam e sempre interpretados pelos mesmos atores. O problema será com a morte recente de Richard Harris, que faz o papel do Professor Dumbledore, diretor da Escola, aqui muito mais importante do que no primeiro (Harris, porém, denota sua debilidade física com uma voz franjinha. Para o personagem está convidado Ian McKellen, que seria uma excelente alternativa). Há dois recém chegados, ambos eficientes. Kenneth Branagh faz o vaidoso e incompetente Professor Gilderoy Lockhart (ele se autoparodia com bom efeito, provocando algumas risadas) e um novo vilão feito de forma sinistra por Jason Isaacs (como Lucius Malfoy).
Daniel Radcliffe cresceu e periga perder o personagem
(difícil agüentar até o quarto
capítulo), mas continua um perfeito Harry
Potter passando por diversas aventuras. A seqüência
do jogo esportivo novamente é apenas uma
e não especialmente marcante. Mas toda a
parte final funciona bem. Na verdade, há pouco
a dizer do filme, nem de mal, nem de bem. Apenas
confirmo que assisti a este com mais prazer do
que o original.
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