
| Crítica Positiva |
| Resumindo: é bacana, mas arrastaaaaaaaaado... |
| Por: Fanboy |
Sei que vou mexer com alguns fãs loucos (sei disso: afinal, também sou um maluco) ao falar do bruxinho Harry Potter (que, na boa, não é mais bruxinho, não com uma voz daquelas). Sobrou para o Fanboy aqui a responsabilidade de assistir a pré-estréia do filme e escrever aquela crítica para vocês, leitores assíduos d´A Arca. O El Cid, que já havia lido o segundo livro da série, A Câmara Secreta, está de mudança (o cafofo novo dele e da Cidona é show de bola! Dá até prá ver minha casa de lá!), e o resto da gangue aqui do site, todos de Santos, não conseguiu arranjar uns troquinhos prá dar um pulo em São Paulo, onde rolou a sessão para jornalistas.
Gilderoy Lockhart
(Kenneth Brannagh)
Já vou avisando que não li "Harry
Potter e a Câmara Secreta", então
fui assistir o filme sem saber absolutamente nada
dos elementos que povoam o segundo livro da série.
E já que eu curti muito os trailers que
saíram, fui ao cinema com altas expectativas.
Contudo, como se trata de uma adaptação,
não teria como comparar os elementos usados
no livro e no filme. Então já sabem:
essa crítica se trata de alguém que
não leu o livro.
:: É A PRIMEIRA VEZ QUE ESCUTO FALAR NESSE TAL DE HARRY POTTER. DO QUE SE TRATA?
Bom, a não ser que você estivesse morando na Lua durante esses dois, três últimos anos, é difícil que alguém ainda não tenha ouvido falar de Harry Potter, o fenômeno literário criado pela escritora inglesa J.K. Rowlings, que em uma série de 7 livros (ela acaba de terminar o 5º, que se chamará Harry Potter e a Ordem da Fênix e será lançado em 2003), conta a história de um aprendiz de magia, que teve seus pais mortos por um poderoso mago e que é criado por tios mais pentelhos que banho gelado no inverno. Potter acaba descobrindo um universo mágico que jamais pensou existir assim que completa 11 anos e é convidado a estudar na Escola de Magias e Feitiços Hogwarts.
Hermione (Emma Watson): ela rouba a cena!
No final do ano passado, o filme baseado no primeiro
filme, Harry Potter e a Pedra Filosofal bateu recordes
de faturamento na estréia do mundo inteiro.
Contava a história da chegada e o primeiro
ano do bruxinho em Hogwarts, assim como a relação
entre a tal "Pedra Filosofal" do título
e o vilão Voldemort.
Nesse segundo ano, Harry está prestes a voltar a Hogwarts quando Dobby, um elfo sinistro, aparece na casa de Potter pedindo (quase obrigando) o bruxo a não voltar à escola de magia, pois estaria em grande perigo. Óbvio, se o moleque não fosse, não haveria filme, então trocentas coisas começam a acontecer com Harry antes mesmo dele chegar à Hogwarts.
:: SEM MAIS ENROLAÇÕES, MEU: O FILME É BOM OU NÃO??
Lúcio Malfoy (Jason Isaacs): Medo...
Olha, serei franco: ele ficou bem abaixo de minhas
expectativas. Não que o filme seja ruim,
e não é. Mas a sensação
que eu tive é que o filme se arrasta pelas
quase 3 horas de duração. É aquilo
de você começar a se mexer na cadeira,
bocejar e ficar se perguntando quando é que
o filme vai pegar no tranco. Vou tentar me explicar
melhor: muitas sequências do filme parecem
estar ali apenas para ocupar espaço, sem
ter algum papel em contar a história, em
fazer com que a narrativa ande. A tal "câmara
secreta" do título do filme demora
a se tornar o centro da história. Mas também,
depois que ela se torna o foco, o filme melhora
e muito!
Outra detalhe que eu notei foi a falta de novos elementos: em si, não há nada de novo, a não ser a tal câmara secreta, mas que lembra muito o primeiro filme (quem viu, vai entender o que quero dizer). Saí do cinema com aquela sensação de "mais do mesmo", mesmo que novos elementos que são apresentados no filme (dei um pulo quando eles citam a prisão de Azkaban!). Isso sem falar na passagem de tempo: afinal de contas, quando o filme termina, se passou um ano, como no primeiro filme? Eis um dos problemas com uma adaptação que deve ficar tão fiel ao livro: alguns elementos essenciais acabam sendo cortados e outros, com pouco valor ou nenhum na trama, acabam ganhando destaque.
Vou aproveitar também para comentar (na verdade, só confirmar)o que todos os críticos andam comentando sobre o filme: sim, ele está bem mais obscuro do que o primeiro, e os temas estão mais adultos sim.
No geral, todos os atores estão de volta do primeiro filme: Daniel Radcliffe como Harry Potter, Rupert Grint como o melhor amigo Ron Weasley e Emma Watson como a sabichona Hermione Granger. O mais bacana aqui é notar como não apenas os personagens, mas principalmente os atores, estão crescendo. Daniel Radcliffe e Rupert Grint estão com as vozes mais grossas, e Emma Watson está com a face mais alongada. É a maldita aborrescên... quer dizer, adolescência que se aproxima.
Não posso deixar de falar nos espetaculares Robbie Coltrane como o gigante Hagrid, Maggie Smith como a sábia Professora Minerva McGonagall, Alan Rickman, como o sinistro Professor de Poções Severus Snape, Tom Felton como o pentelho Draco Malfoy e Richard Harris, que faleceu recentemente, para a tristeza de muitos fãs, como o diretor da escola Alvo Dumbledore. Estão todos impecáveis no filme. Se há uma coisa que os filmes do Harry Potter têm até agora são atores de primeira linha, e mesmo em poucas cenas, eles dão um show!
Murta que Geme (Shirley Henderson): fantasma do
banheiro?
Isso sem falar nas participações
mais que especiais de Kenneth Brannagh como o charmoso
e metido a gostosão Gilderoy Lockhart, o
novo Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas,
e Jason Isaacs como Lúcio Malfoy, pai de
Draco e tão chato e insolente como o filho.
Mas com certeza as melhores cenas do filme são
as de Lockhart, que encanta as mulheres com seu
estilo pomposo.
Os efeitos especiais estão bem melhores que no primeiro filme, com destaque para a sequência do carro voador. De resto, tudo na mesma, se bem que fiquei impressionado com o final, não esperava aquilo. E digo que fiquei impressionado no bom sentido, afinal, fiquei me perguntando sobre aquilo... bom, se você quiser saber do que exatamente eu estou falando, mande um email prá mim: fanboy@a-arca.com. Já aviso que quem quiser saber o que acontece receberá um email falando do fim do filme, então tomem cuidado!
Falando no final, um toque para os desavisados: não vão embora assim que os créditos começarem a rolar no final do filme. Quem tiver paciência de esperar 10 minutos de letreiros, poderá ver uma cena bobinha mas interessante sobre um dos personagens do filme.
Draco Malfoy (Tom Felton) agora joga quadribol!
No geral, Harry Potter e a Câmara Secreta
me pareceu mais como um daqueles episódios
de qualquer série de TV que só está lá para
preencher o número exigido de capítulos.
Mesmo com alguma evolução dos personagens
principais e alguns outros detalhes (como mais
informações sobre quem foram os responsáveis
pela construção de Hogwarts, entre
outros exemplos), não vejo este capitúlo
da vida de Harry Potter e seus amigos como algo
que realmente mudou a vida deles. O terceiro filme,
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, virá apenas
em 2004, já que em 2003 teremos os dois
filmes de Matrix: Reloaded e Revolution. Mudanças?
Apenas a direção do filme, que sai
das mãos de Chris Columbus (que irá apenas
produzir o próximo filme) e vai para o mexicano
Alfonso Cuarón, diretor de filmes como E
Sua Mãe Também e Grandes Esperanças,
estrelado por Ethan Hawke e Gwyneth Paltrow. Alguém
aí pode até perguntar: "Mas
esse diretor não tem nada a ver"! Bom,
na verdade, ele também já dirigiu
o filme infantil A Princesinha. Esse eu nunca vi
por completo, mas sempre me pareceu um filme muito
bem feito. Agora é esperar para ver como
ele irá lidar com o mundo de Hogwarts. Ele
ficará preso ao que Columbus já fez
ou irá adicionar um toque pessoal ao próximo
filme? Ah, essa expectativa...
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